Se você é uma pessoa tímida, provavelmente sabe como é frustrante querer se expressar bem e não conseguir. Mas não pense que quem é extrovertido não enfrenta esse tipo de problema. Para todos, em algum momento a expressão verbal é um desafio. O tímido sofre por não dizer o que deveria ter dito, e o extrovertido sofre (e faz outros sofrerem) por dizer o que não deveria ter dito.
A eloquência talvez não seja um dom possível para todos. Mas o devido uso da palavra é uma arte que todos, sem exceção, devem aprender. Quer ver algumas evidências disso?
Ao omitir palavras de incentivo, um pai pode transformar o filho em um cidadão medíocre, um amigo pode perder a oportunidade de amenizar a dor de alguém, um professor pode inibir a sede de conhecimento inerente no aluno. Da mesma forma, ao emitir palavras ásperas, uma mãe pode provocar a rebelião do filho, um chefe pode perder o respeito de um funcionário, um marido pode acabar com a auto-estima da esposa, um cristão pode difamar o cristianismo.
Portanto, é imprescindível tomarmos cuidado com as palavras. O apóstolo Tiago diz: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã" (Tiago 1:26). Infelizmente, o mundo está repleto de pseudocristãos, cuja religião não só é inútil para transformá-los como impede que outros tenham acesso ao verdadeiro cristianismo, que enobrece.
Se nos preocupássemos menos conosco e mais com as pessoas à nossa volta, levaríamos mais a sério a influência das nossas palavras. Assim como Cristo, seríamos capazes de quebrar o silêncio em situações injustas, emudecer em focos de tensão, priorizar conversas edificantes, motivar em vez de criticar. Se fôssemos realmente movidos pelo amor ao próximo, como foi Cristo, seria espontâneo dizer palavras úteis e deixar de dizer palavras inúteis. Afinal, "a boca fala do que está cheio o coração" (Mateus 12:34).