Não é novidade que um País cujo regime político de Estado prima pelos conceitos bolcheviques, quando se trata das liberdades de imprensa e consciência, também caminhe na contramão da história em relação à educação. Questões de saúde, segurança, trabalho, infraestrutura podem ser solucionadas imediatamente. Todavia, o processo educacional requer anos, décadas de investimento e espera ansiosa pelos resultados. O grande exemplo é a Coreia do Sul.
Apesar de ser arrasada por uma conflagração civil envolvendo os Estados Unidos e a
China na primeira metade dos anos 1950 e ficar em completa miséria durante anos, a
Coreia do Sul demonstrou altruísmo para reconstruir o país, as instituições e
injetar um grau de esperança nas futuras gerações.
Enquanto isso, aqui nos trópicos cada vez mais úmidos e aquecidos pelas intempéries, os bolcheviques de plantão tentam implantar um modelo ideológico goela abaixo se utilizando das artimanhas implantadas via universidades públicas. Cerca de 40% dos graduados no Brasil são da área humanística, 12,5% das engenharias, informática e matemática, e 11,5% da saúde. Na Europa, América do Norte (menos no México, é claro), Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e Israel, as duas últimas áreas têm o dobro de formados. E para piorar o índice, apenas 70% dos médicos graduados no Brasil exercem a profissão. Entre as pessoas da faixa etária de 25 a 64 anos, 40% concluíram o ensino superior no Canadá e somente 6% no Brasil. A União Europeia planeja alcançar os 80% até a metade da década. No Brasil, não existe qualquer perspectiva. O foco se centraliza em eventos esportivos mundiais. A educação pode esperar. Um desastre!
Pode-se afirmar, com segurança, que os investimentos rumam para objetivos funestos, de natureza ideológica. O partidinho que tomou de assalto a nação não deseja o seu desenvolvimento, mas somente o domínio das mentes a fim de implantar suas macabras ideias trotskistas e stalinistas. Vide o novo projeto em "defesa dos direitos humanos".
Ruben Holdorf